Se a vida após a morte te anima, com certeza Graveyard Keeper 2 é para você. A sequência do aclamado jogo de gerenciamento expande tudo o que havia no primeiro, trazendo muitas novidades e correções aguardadas pelos fãs. A Lazy Bear Games se juntou novamente à tinyBuild e lançou o jogo no dia 22 de setembro para PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch, Nintendo Switch 2 e PC via Steam, GOG e Epic Games Store.
O retorno ao cemitério
Você volta na pele do coveiro para construir seu império, ou, melhor dizendo, seu cemitério, do zero, junto com uma cidade cheia de NPCs com missões para fazer, uma base da inquisição para ser restaurada e melhorada e uma cripta para conduzir seus experimentos nos corpos dos mortos.
Graveyard Keeper 2 mantém a fórmula de seu antecessor, mas escuta os pedidos que a comunidade fez ao primeiro jogo e entrega uma experiência muito mais profunda, com aquele humor ácido que fez os fãs se apaixonarem pelo original. O loop de coletar recursos pelo mapa, transformá-los em algo e construir se mantém, mas agora com novos sistemas e mais profundidade, o que dá ao jogador mais atividades diferentes para realizar.

A relação com os cidadãos da cidade é onde mora toda a progressão de Graveyard Keeper 2, pois é avançando nas missões que você libera novas possibilidades, acesso a novos lugares e, principalmente, novas tecnologias para progredir. Esse ritmo de focar no gerenciamento da sua base, evoluir as interações com os NPCs e descobrir algo novo pode parecer repetitivo, mas, na prática, agrada demais, pois os diálogos do jogo são a parte mais preciosa e divertida.
Complementando todas as novidades, os desenvolvedores escolheram manter a ideia artística do primeiro jogo, mas com muito mais detalhes, uma iluminação de cenários encantadora e um mundo muito mais diverso, que faz você sempre parar para apreciar o que seus olhos estão vendo a todo momento.
Falando da cereja do bolo, que são as interações entre o jogador e os NPCs, Graveyard Keeper 2 não teve medo de fazer todo o tipo de piada possível, mas mantendo uma leveza que faz você constantemente querer ter novos diálogos para ouvir a próxima pérola que algum NPC vai soltar. Nesse aspecto, se você é fã do primeiro jogo, este aqui vai agradar e muito, não apenas nos diálogos, mas na experiência como um todo.
Uma cidade para reviver
Em Graveyard Keeper 2, uma fada acorda você em uma masmorra da inquisição, onde esteve preso por muitos anos. Ao conseguir escapar de lá, junto a uma caveira falante, que, por sinal, é o NPC mais engraçado de todo o jogo, você chega à cidade e percebe que ela foi tomada por zumbis, e todo o seu povo ou foi transformado ou fugiu.
Usando a sua inteligência, você se passa por um membro da própria inquisição que o prendeu, para conseguir escapar de lá com os soldados. Com muita sorte, acaba herdando uma base da inquisição abandonada. Agora, cabe a você restaurá-la e seguir sua vida com seu companheiro.
Partindo dessa premissa, você vai conhecer muitos NPCs cruciais para o jogo, que vão tanto ajudá-lo a avançar nas tecnologias quanto a descobrir quem era essa fada que o libertou da prisão. Assim, você fica sempre dividido entre avançar na história do jogo ou fazer as reformas na sua nova base. Em certos momentos, um acaba levando ao outro, já que avançar na história libera novos moradores que ajudam, de uma forma ou de outra, a abrir áreas bloqueadas da sua torre.

Aqui, o jogo brilha para aqueles que amam construir, pois dá total liberdade para erguer sua base da forma que mais agradar e fizer sentido para você. Mas não pense que tudo está nas suas mãos: afinal, estamos falando de mortos, e é claro que, em algum momento, você vai reviver os corpos para transformá-los em seus serviçais. E é aqui que o jogo dá uma guinada muito legal: além de construir, você precisa gerenciar sua base.
Como você é o coveiro responsável por enterrar os corpos, o jogo começa com a realização de autópsias e a retirada de partes do corpo para seus objetivos. Mas, quanto mais você progride, mais esse sistema ganha profundidade, e isso afeta diversos aspectos. O principal deles é o nível de cuidado que você tem em seu cemitério, pois esse medidor afeta diretamente o seu progresso no jogo. Portanto, cuidar das lápides e deixar tudo bonitinho tem, sim, seu propósito.
Graveyard Keeper 2: Uma sequência que honra o original
Fica claro, ao jogar Graveyard Keeper 2, o quanto os desenvolvedores amam esse projeto e têm carinho por ele, pois é possível ver detalhes em todos os aspectos do jogo. Há cuidado em cada sistema, para torná-lo divertido ao mesmo tempo que desafiador, com profundidade, mas ainda assim simples de entender.
O jogo foi feito para aqueles que gostam de conectar múltiplos sistemas em prol de um objetivo, ao mesmo tempo que apreciam parar para enfeitar a base e deixá-la o mais temática possível. Acompanhando toda a ambientação, que já é sombria, a trilha sonora encaixa como uma luva, imergindo o jogador e fazendo-o sentir-se dentro daquilo que está vendo.

Por mais que tudo no jogo precise ser coletado manualmente, e isso gaste energia, o título fornece inúmeras maneiras de preparar comidas que recuperam essa energia e permitem coletar recursos de forma muito eficiente. Falando em eficiência, quanto mais você realiza uma ação, melhor se torna nela, ganhando diversos bônus para a coleta, o que facilita o processo e traz muita qualidade de vida ao serviço. A repetição de coletar recursos manualmente pode cansar alguns jogadores, mas o sistema de comidas e os bônus de eficiência tornam o processo muito mais suportável.
É nesse nível de detalhe, em cada ponto do jogo, que a Lazy Bear Games se preocupou em construir a sequência de seu amado título. E, com certeza, atingiu o objetivo ao trazer uma experiência nova, mantendo aquilo que foi sucesso e melhorando tudo o que o primeiro jogo deixava a desejar. Se você deseja ter uma experiência incrível por inúmeras horas, Graveyard Keeper 2 com certeza deve estar no topo da sua lista, pois ele não te deixa na mão, nem mesmo na morte.
Graveyard Keeper 2: Graveyard Keeper 2 expande tudo o que o original tinha de melhor, com sistemas mais profundos, humor ácido e liberdade total para construir e gerenciar seu cemitério. Com uma cidade cheia de NPCs memoráveis e segredos a descobrir, o jogo entrega uma experiência envolvente e repleta de detalhes. – PolacoPesos