Construir uma vila, explorar um mundo mágico e recrutar moradores enquanto enfrenta criaturas em combates soulslike: Dimraeth reúne tudo isso em uma única experiência. Desenvolvido e publicado pela Mudtek, o jogo chega ao Acesso Antecipado no Steam no dia 15 de setembro de 2026, com suporte para até 8 jogadores em coop.
Mundo fantástico de Dimraeth
Dimraeth dá ao jogador um mundo gigante, cheio de vida e repleto de coisas para fazer. Mas, antes, é claro, é preciso criar o personagem, escolhendo sua raça e sua classe, formando, assim, uma combinação única, com uma habilidade exclusiva e uma passiva.
Após esse momento, o jogo coloca o jogador na pele do personagem recém-criado. Passando por um breve tutorial que explica as mecânicas básicas de combate e exploração, o jogador já está pronto para começar sua jornada fora da caverna inicial. Ao sair, encontra uma projeção do grande mago Faustus, que começa a guiá-lo por essas novas terras. Ele faz isso mostrando o básico sobre a construção, e o jogador passa a conhecer o santuário, que, no futuro, se tornará sua base.

Em seguida, Faustus explica brevemente o que está acontecendo no mundo, como o jogador parou no meio de tudo isso, e diz para ir até sua torre. Mas, é claro, é um caminho longo, e há muito a viver até chegar lá, então, antes, é preciso passar por Earlwood. É ali que o jogo começa de verdade: conhecendo os NPCs da cidade, criando laços com eles, fazendo missões e explorando o mapa.
O mapa de Dimraeth é onde o jogo brilha, pois estamos falando de um RPG de mundo aberto, então é possível esperar muitos segredos, combates e muito mais. E é justamente isso que o jogo entrega: um mundo muito dinâmico, com muitas atividades espalhadas e muitos inimigos para enfrentar.
A exploração funciona de forma parecida com a de jogos soulslike, em que, uma vez que o jogador mata um inimigo, ele não reaparece até que se descanse em uma fogueira. Por meio dessa exploração e das missões, o jogador melhora sua relação com os NPCs, liberando novos diálogos, opções românticas e, em alguns casos, fazendo com que eles passem a morar em sua fortaleza.
Sua fortaleza e a progressão
Dimraeth, além de RPG de exploração, também é um jogo de construção de cidade, pois todo o local onde o jogador se encontrou com o mago Faustus se torna seu para construir seu império. Nesse lugar, é possível construir bancadas, baús, fazer plantações, convidar NPCs para virem trabalhar e montar sua vila.
Grande parte da progressão do jogo está atrelada à base, pois é lá que se consegue construir novos itens, mascotes e melhorar os equipamentos. A outra metade da progressão está na exploração: conseguir novos itens, matar inimigos para ganhar experiência e subir de nível, e obter recompensas ao completar missões pelo mundo.

Nesse ponto, Dimraeth traz uma progressão muito dinâmica. O loop do jogo envolve múltiplas áreas que se complementam, e o jogador nunca se cansa de repetir as mesmas tarefas, já que os recursos obtidos na exploração do mapa são usados tanto para construir a base quanto para produzir itens dentro dela.
Talvez a parte mais interessante para os que gostam de combate e de suas possibilidades seja a árvore de talentos do jogo. Aqui, Dimraeth teve clara inspiração em jogos como Path of Exile para montar uma árvore de talentos que, mesmo com zoom out, o jogador não consegue enxergar por completo, o que possibilita jogar inúmeras vezes, sempre criando personagens que funcionam de forma totalmente diferente uns dos outros.
O que já brilha e o que precisa melhorar
Dimraeth chega ao Steam em acesso antecipado com uma proposta muito divertida e que, com certeza, tem um futuro muito promissor. Já foi confirmado pelos desenvolvedores que, no lançamento completo, o número de classes e raças será maior do que o atual. E, é claro, tratando-se de um acesso antecipado, o jogo está incompleto no quesito história, mas, até onde vai atualmente, fica um gostinho de quero mais.
No momento, o jogo tem em torno de 15 horas de conteúdo inédito, que fecha um primeiro grande arco da história, com uma luta contra um chefe diferente de tudo o que o jogo mostrou até então. Essa luta vale a pena ser mencionada, pois foi nela que a tag soulslike do jogo no Steam começou a fazer muito sentido, além da questão das fogueiras, essa batalha leva o jogador ao máximo das mecânicas do jogo e pune quem não utiliza o básico que foi ensinado.
Dimraeth tem toda a sua arte feita à mão, então o jogo apresenta detalhes até o último pontinho, o que, em muitas áreas, faz o jogador parar para apreciar a paisagem que, junto com a trilha sonora, cria uma ambientação ímpar. E, se não bastasse ser lindo, esse estilo é leve, fazendo com que o jogo rode na maioria dos computadores modernos.

Se fosse obrigação apontar um defeito, seria o sistema de drop de itens: sempre que um inimigo morre, ele pode deixar algo no local e, se o jogador estiver lutando contra muitos inimigos no mesmo lugar, vira uma salada de itens espalhados. Alguns títulos que inspiraram esse jogo corrigiram um pouco esse problema agrupando itens iguais deixados no chão, e isso com certeza já faria uma grande diferença se fosse adicionado a Dimraeth.
Algumas ressalvas se fazem necessárias, mas lembrando que estamos vendo o jogo em seu acesso antecipado, então é neste momento que o feedback da comunidade é crucial para a melhoria a curto, médio e longo prazo do jogo. Dimraeth é uma promessa que já vale a pena acompanhar de perto, e, com o feedback certo, pode se tornar um dos grandes nomes do gênero.