Call of Duty está de volta, e a beta de Modern Warfare 4 já está dividindo opiniões. O primeiro final de semana da beta de Call of Duty: Modern Warfare 4 está ocorrendo do dia 21 ao dia 25 de agosto. Esta primeira fase libera aos jogadores seis mapas do modo multiplayer e, pela primeira vez, acesso a uma missão da campanha do jogo. Um segundo final de semana de beta está programado para os dias 28 de agosto a 1º de setembro, trazendo mais dois mapas para o multiplayer e um mapa para o modo Ressurgência de Call of Duty: Warzone.
As betas estão disponíveis para Xbox Series X|S, PC (Xbox e Windows), PlayStation 5, Steam e Battle.net. Call of Duty: Modern Warfare 4 tem lançamento previsto para o dia 23 de outubro, com preços de R$299,00 no PC e R$349,00 nos consoles.
O multiplayer
Não há como falar de Call of Duty sem mencionar seu modo mais aguardado: o multiplayer, que neste ano recebe novas mecânicas de movimento e modos de jogo inéditos. As mecânicas introduzidas são: Mantle Slide & Momentum, que funciona em conjunto com as escaladas, permitindo deslizar imediatamente após uma; Mantle Steering, que ajusta a mira ao cancelar um movimento de escalada; e Supine Slide, usada ao deslizar em direção a uma cobertura, posicionando o jogador já em postura de mira.
Essas novidades definem a abordagem de Modern Warfare 4, alinhando-se à tendência dos últimos títulos da franquia de oferecer uma movimentação rápida, dinâmica e fluida, conferindo aos jogadores uma sensação de velocidade inédita. Na prática, isso traz tanto pontos fortes quanto fracos ao jogo.

O primeiro ponto forte é que o jogo se torna muito mais ágil, recompensando quem domina a movimentação e a utiliza como uma arma. Esse dinamismo insere o jogador em um estado de fluxo intenso, aliado a um respawn rápido que mantém a sensação de combate constante. O segundo ponto positivo é que essas mecânicas conferem ao jogo um novo formato, distanciando-se um pouco dos títulos anteriores, o que é benéfico, considerando o lançamento anual da franquia.
Por outro lado, o ponto negativo é que Modern Warfare 4 se afasta completamente do realismo, aproximando-se cada vez mais de um shooter arcade, com mecânicas que não refletem um combate com armas da vida real. Embora isso agrade muitos fãs, também exige cada vez mais desempenho dos jogadores, recompensando aqueles que conseguem explorar toda essa velocidade e mobilidade com deslizes e saltos a seu favor.
Missão da campanha
Pela primeira vez em toda a série Call of Duty, é possível experienciar uma missão da campanha durante uma beta antes do lançamento, o que surpreendeu positivamente a comunidade, que esperava mais do mesmo. A missão aborda um grupo de soldados invadindo uma usina nuclear na Coreia do Norte e protegendo-a de ser explodida. É muito bom ver novamente na franquia missões de guerra, e não apenas de espionagem, trazendo um tom de nostalgia aos veteranos da série.

Muitos jogadores de COD começaram pela campanha e ainda hoje compram o novo título esperando uma história nova e divertida. Tudo indica que Modern Warfare 4, diferentemente de outros jogos modernos da franquia, pode estar conseguindo entregar uma experiência nova e incrível para quem ama e aguarda algo nos padrões clássicos.
Porém, algumas ressalvas são necessárias para atrair todo o público possível à campanha. Mecânicas como os movimentos pouco realistas e o sistema de placas de armadura também estão presentes aqui. Embora possam funcionar bem no multiplayer e, no caso das placas, no Warzone, na campanha elas não combinam com a atmosfera realista proposta. Além disso, essas movimentações são executadas apenas pelo jogador, e não pelos inimigos, o que acaba conferindo uma sensação de “super soldado” que destoa do tom da narrativa.
O futuro de Modern Warfare 4
Passa-se mais um ano e estamos mais perto do lançamento de mais um título da franquia Call of Duty,e, neste caso, parece que teremos mais do mesmo. Modern Warfare 4 conta com uma movimentação moderna e dinâmica, mas nada realista, alinhada a um TTK (tempo para abater) extremamente baixo, fazendo com que, de repente, um jogador deslizando e pulando o elimine antes mesmo de haver qualquer chance de reação. Some-se a isso o famoso SBMM (Skill-Based Matchmaking), que pune o jogador por ter um desempenho minimamente bom, colocando-o em partidas contra adversários muito acima do seu nível.
A campanha pode trazer algo interessante para quem espera por ela, mas, como mencionado anteriormente, nem ela escapou das novas mecânicas ou de sistemas antigos que não parecem dialogar bem com a temática de guerra. Pelo menos, algo promissor é a nova história, que parece trazer uma abordagem diferente dos últimos jogos, resgatando a ideia de ser um soldado em uma guerra, e, o mais importante, operando em escala humana, sem a sensação de um herói que elimina milhões sozinho.

O ponto mais baixo e que tem gerado críticas pesadas a Modern Warfare 4 é a exigência de TPM 2.0 e atualização de BIOS para que o jogador possa acessar o multiplayer, sob a justificativa de fortalecer o sistema anti-cheat. No entanto, em poucos dias de beta, os cheaters já estão por toda parte. Além de criar uma barreira de entrada para jogadores que não atendem a esse requisito, o resultado obtido não reflete o que está sendo exigido.
Com os feedbacks da comunidade sobre a beta e o jogo atualmente com mais avaliações negativas do que positivas na Steam, a melhor recomendação é aguardar o lançamento para ver se mudanças foram implementadas e se os pontos negativos foram endereçados pelos desenvolvedores. No fim das contas, Modern Warfare 4 tem potencial, mas a beta já mostra que a franquia continua dividindo opiniões, e cabe a cada jogador decidir se vale o investimento.