Review – Mighty No. 9

Olhando de perto, não é tão desastroso assim

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Muitas vezes expectativas não chegam ao ponto que eram esperadas, principalmente quando começam a ser atrasadas. Mighty Nº 9 começou a acelerar esse trem do hype em 2013 só que passou um pouco da estação que deveria ter parado. Na época o que mais se falou foi sobre a quantia arrecadada pelo projeto no Kickstarter, porém toda a felicidade foi se esvaindo com os atrasos que o jogo sofreu. Polêmicas à parte, vamos ao jogo em si.

Mighty No. 9 é como seu anúncio já havia dito, um sucessor espiritual para a saga Megaman, com mecânicas muito semelhantes. O jogo é protagonizado por Beck, um androide que é a nona unidade de uma brigada de robôs combatentes conhecidos como Mighty Numbers. O jogo se passa durante um surto de um vírus de computador que tornou os outros Mighty Numbers em vilões, cabe a Beck salvar seus companheiros.

O que Mighty No, 9 traz de diferente quanto a Megaman é sua a mecânica de dash para absorver inimigos, ao invés de atirar até que morram. O porém é que o game falha ao tentar emular as fases desafiadoras de seu antecessor espiritual. Megaman era conhecido pela dificuldade, por requisitar do jogador uma habilidade nos momentos corretos de pular e atirar (Jump n’ Shoot Man), mas Mighty No. 9 cria uma falsa dificuldade. As fases ficam presas em momentos sem imaginação, impelindo que não haja um leque de opções a serem feitas.

Eu odeio quando alguém toma um jogo como ruim ou mediano apenas por seus gráficos, mas existe alguns pontos em Mighty No. 9 que precisam ser apontados. Exemplo disso é o design de fundo das fases, não há ao menos uma tentativa parca de tentar recriar melhor aqueles ambientes. Fica complicado arranjar algum motivo com o tanto de tempo e recursos que os desenvolvedores tinham em mãos. A desculpa de que o jogo estava sendo desenvolvido para 10 plataformas não cola muito bem.

O problema de Mighty No. 9 é que ele não é horroroso para ser lembrado como um desastre ou o melhor jogo do ano, ele é mediano. Pobre Mighty No. 9, que será eternamente lembrado por sua campanha no Kickstarter e infame frase de seu produtor, Keiji Inafune, “É mehor do que nada”.

Kaio Augusto

Uma pilha gigante de referências. Perdido entre produções orientais e ocidentais, seja nos games, música,literatura, cinema ou quadrinhos. Gasta horas pensando em aventuras de RPG de mesa, teorias malucas ou apenas o que fazer em seguida.