Review – MainFrames

Jogos Indies nos proporcionam algumas das melhores experiências interativas atualmente no quesito gameplay. Muitos deles tem a liberdade de experimentar e inovar com suas mecânicas, criando novas e excitantes maneiras de jogarmos nossos jogos. Mas nem todo experimento funciona.

Esse é o caso de MainFrames, que utiliza de mecânicas já bem conhecidas em platformers 2D, como gravidade invertida e plataformas que desaparecem depois de um uso, mas ele tbm usou de uma mecânica que eu mais odiei em um game do gênero nos meus 30 anos vividos jogando.

Demasiadamente difícil

O jogo em si é muito bonito. Através de seus gráficos em pixel art, você acompanha um disquete perdido na rede (de computadores) em busca de seu lugar de origem. Você passará por 8 computadores diferentes, cada um apresentando uma mecânica nova e exclusiva.

Os controles também são ótimos. Existem muitos jogos de plataforma em que parece que seu personagem está deslizando no gelo, mas o Disquete é super responsivo, colocando o sucesso — ou (mais comumente) o fracasso — de sua jornada em suas mãos.

Tenha em mente que você precisará de todo esse controle, pois Mainframes não pega leve na dificuldade, principalmente para jogadores menos experientes no gênero. Se você já terminou Celeste ou Super Meat Boy em suas dificuldades mais desafiadoras, saiba que Mainframes não chega a esse nível, mas ainda oferece uma experiência divertida.

O jogo tem muito charme nos seus personagens

Como dito antes: são oito fases — na história oito computadores — para serem conquistadas, cada um com uma mecânica própria e utilizando um poucos das mecânicas de fases antigas.

É ai que entra algo que achei a pior mecânica de todas logo no segundo mundo, onde o seu caminho pelo mapa só é mostrado quando você anda para frente, fazendo com que o jogo abandone um pouco a habilidade e o reflexo e vire quase que puramente memorização de onde estão os obstáculos que irão surgir logo na sua cara.

Pelo menos essa não é uma mecânica que se repete muito no resto do jogo, mas é uma pena que tenha aparecido tão cedo, pois me cansou logo no início — quando ainda estava me divertindo bastante.

Nas demais fases, o uso de elementos como janelas de computador (que você pode mover pelo mapa), inversão de gravidade e o timing necessário para selecionar quais telas estarão ativas no momento correto são muito criativos e desafiadores na medida certa.

O jogo brilha mesmo em seus mini-games existentes escondidos em cada uma das oito fases, com mecânicas próprias e um desafio de tempo ou habilidade para superar — e ganhar uma conquista (Troféu).

Mainframes agrada, mas assusta

Como um todo, Mainframes é um jogo muito competente e uma ótima pedida para os fãs do gênero que desejam algo ligeiramente desafiador, com uma história interessante — e até para quem é novato no meio começar a se aventurar no mundo dos jogos de plataforma, já que oferece opções de acessibilidade como invencibilidade e pulo infinito.

O maior problema aqui no Brasil é o preço: custando R$ 54,99, é um jogo curto (cerca de 3 horas para concluir a história e mais 2 horas adicionais para coletar todos os segredos e itens colecionáveis). Recomendo aguardar uma promoção.

Mainframes: MainFrames combina pixel art cativante, controles precisos e mecânicas criativas, mas peca por uma mecânica inicial de memorização frustrante e preço alto (R$54,99) para sua curta duração (3h). Ideal para fãs de plataforma 2D em promoção. convidadogeeks

7
von 10
2025-04-03T21:19:24-0300

Texto por Alexandre Trevisan