Preview – The Rogue Prince of Persia (Early Access)

The Rogue Prince of Persia é uma nova IP em colaboração entre a Ubisoft e o estúdio de Dead Cells, Evil Empire, apresentam uma nova roupagem para a franquia Prince of Persia, assim como foi com The Lost Crown que surpreende do início ao fim.

O jogo apresenta um formato roguelike, ainda com um príncipe, é claro, mas desta vez um jovem malandro que entrou em guerra com os invasores hunos depois de provocar inadvertidamente sua ira violenta. Equipado com uma esfera mágica que lhe permite enganar a morte voltando a um ponto definido no tempo, o Príncipe é colocado em um caminho de morte circular enquanto os Hunos avançam mais fundo em seu reino.

É um enredo interessante, acrescentando elementos o suficiente para se sentir confortável, tanto no gênero roguelike quanto nos mitos mais amplos do Prince of Persia. A versão atual de The Rogue Prince of Persia tem pouco conteúdo de história, embora, em grande parte corrigida por seus sistemas e estética sólidos, a narrativa mais enxuta e o pequeno elenco de personagens não fazem muito para incentivar o investimento em eventos além da mecânica. Contudo, a comunidade têm apoiado bastante o projeto que já recebeu uma grande atualização de mapa e inimigos novos a serem explorados.

Uma evolução de Dead Cells

Devido ao famigerado gênero, não é improvável que sejam feitas comparações entre The Rogue Prince of Persia, a série Hades e principalmente Dead Cells. Enquanto os jogos da Supergiant cimentou o seu lugar expressivo, além de sua construção de mundo, bem como sistemas. The Rogue Prince of Persia opta por uma abordagem despojada que pode deixar o seu combate e travessia brilhar, mas com baixo potencial noutros lugares.

Isso não quer dizer que The Rogue Prince of Persia tenha uma apresentação ruim; no mínimo, sua direção de arte e tom e trilha sonoras são uma conquista por si só. Partindo diretamente da minha própria visualização, a combinação elegante da vibrante paleta de cores com traços semelhantes as de um desenho dos anos 2000 do Cartoon Network, criam uma experiência visual distinta.

Tente não tomar muito dano, há poucas fontes de cura ao longo dos cenários

A travessia do jogo é uma das mais satisfatórias dentre alguns plataformas que já joguei. Seja pulando e correndo pelas paredes através dos níveis disponíveis atualmente no jogo. Em um design genial de fases que nunca perde sua magia, o jogo incorpora cenários e paredes ao espaço de jogo, apesar de sua estrutura 2D, permitindo que o Príncipe se mova ao longo de superfícies, algo que em qualquer outro jogo seriam apenas um cenário no fundo. Combinado com um salto humilde, mas eficaz, isso concede ao jogador um playground mais amplo em níveis bastante contidos, adicionando uma boa quantidade de verticalidade e exploração potencial antes de passar para o próximo estágio.

A fluidez e a cadência do combate torna o jogo afinado e emocionante. Há uma grande variedade de inimigos, sejam do tipo brutos, arqueiros, magos ou feras, o jogo não tem vergonha de implantar quantos quiser contra você.

As coisas podem ficar complicadas rapidamente, especialmente contra os dois chefes inimigos. O Príncipe está equipado com esquiva e chute básicos, nenhum dos quais pode causar dano direto, mas são essenciais para evitar ataques e quebrar inimigos protegidos. Porém, para tirar sangue, você usará uma variedade de armas com arsenais primários e secundários que variam de leves, pesados ​​​​e de longo alcance.

Use todo seu acervo para acabar com os inimigos

Um variado acervo de equipamentos

Há uma variedade divertida de armamentos atualmente, conforme o seu estilo de jogo, é possível utilizar adagas, lanças, arco e flecha, chakrams e assim por diante. Cada arma pode ser encontrada repetidamente em níveis com estatísticas de dano crescentes e é bem reforçada pelos medalhões do jogo (power-ups específicos), mas por mais interessado que eu estivesse em encontrar novas ferramentas, nada revolucionou demais o combate para mim. Fora alguns itens específicos, o combate manteve-se satisfatório e fluído.

Os medalhões casam bem no acervo, permitindo que o Príncipe equipe até quatro habilidades passivas que alteram a jogabilidade a seu favor. Divididos em subcategorias como Fogo, Veneno, Cura, Facas de Arremesso e assim por diante, os Medalhões normalmente transformam ações básicas adicionando buffs ofensivos e alguns debuffs. Existem muitos desses medalhões no jogo e elas realmente ganham vida quando você começa a realizar algumas combinações.

Belos cenários compõem a aventura do Príncipe

The Rogue Prince of Persia poderia ter esperado um pouco mais

Tudo se funde em uma sólida experiência roguelike, pequenos pontos problemáticos em torno do equilíbrio da saúde e da sensação de variedade de combate, inevitavelmente fadados a patches e refinamentos. Entretanto, dado o quão longe Prince of Persia: The Lost Crown foi para se tornar o mais jogável possível em seu lançamento. É claro a distinta falta de modificadores de dificuldade ou opções de acessibilidade de The Rogue Prince of Persia (sem localização em PT-BR até o momento). A Evil Empire deixou claro que mais opções virão em atualizações futuras, mas lançar com esse pouco pode deixar alguns jogadores um pouco frustrados.

No Oasis você consegue conversar com alguns NPCs, assim como criar novas armas e medalhões

Vale reforçar que a forma atual de The Rogue Prince of Persia não é a final, mas é emblemática. Com o movimento básico de momento a momento definido e o combate começando a se transformar em algo emocionante, o jogo inegavelmente teve um ótimo começo. Mas é leve em outros aspectos importantes, carece de diversidade no quesito história e dura apenas cerca de dez horas, um tempo que provavelmente se compactará rapidamente nas mãos dos fanáticos do gênero (como eu).

Porém, a Evil Empire tem dado a devida atenção para o jogo, mesmo durante a janela dessa review, diversas atualizações foram lançadas e apresentaram mudanças na qualidade de vida e em outros aspectos. Com o apoio considerável da Ubisoft e ouvidos abertos ao feedback dos jogadores, não há outro lugar para escalar a parede, a não ser nas coloridas paredes de The Rogue Prince of Persia.

Otto

Um rapaz que fez do hobby um trabalho. Sempre interessado em aprender e conhecer mais. Gamer desde criança e aficionado por Board games. Altas madrugadas jogando e trabalhando incansavelmente.